Documentário sobre Feminismo Negro é exibido para internas do presídio Irma Zorzi

Categoria: Geral | Publicado: quinta-feira, julho 9, 2015 as 15:19 | Voltar

Campo Grande (MS) – A Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres, pasta ligada à Secretaria de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), discute neste mês de julho as “Políticas Públicas para Mulheres Negras”, voltando suas ações para o tema em alusão ao “Dia Internacional das Mulheres Negras Latino-Americanas e Caribenhas”, comemorado anualmente em 25 de julho, como um dia de lutas e resistência da mulher negra, consolidando a data em âmbito mundial. Na manhã desta quinta-feira (9), as internas do presídio feminino Irma Zorzi assistiram ao documentário “Feminismo negro contado em primeira pessoa” dentro da edição do projeto Mulheres em Foco.

O documentário já foi exibido em diversos espaços culturais, eventos e cines clubes do país, entretanto, em Mato Grosso do Sul foi sua primeira exibição. O filme fala sobre o significado do Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha e discute-se a importância da data, desconhecida pela maioria das pessoas inclusive das que participaram do documentário.

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Ana José Alves, presidente do Coletivo de Mulheres Negras do MS

A conselheira da Mulher e presidente do Coletivo de Mulheres Negras de MS, Ana José Alves, afirmou que é preciso difundir a data e a luta do movimento negro. “Temos que divulgar nossa luta de resistência e dar visibilidade não apenas nesse dia específico, mas ao longo de todo o ano”. Ela ainda falou da parceria com a Subsecretaria da Mulher, “é muito importante estarmos presentes dentro das palestras e eventos promovidos pela Subsecretaria, isso nos fortalece e nos garante mais espaço. Somos uma rede e interligamos nossas ações para que no final do trabalho tenhamos bons resultados”, destacou a presidente.

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Francine Ferreira, interna do presídio Irma Zorzi

A interna Francine Ferreira, 24 anos, se autodeclara negra e ao assistir o documentário ela demonstrou certo orgulho por sua etnia. “Meu avô era negro e sinto muito orgulho da minha etnia e da minha cor. Muitas vezes o preconceito vem dos próprios negros que não aceitam sua cor e, ainda discriminam os que são da própria raça”, ressaltou Francine.

Agenda

A agenda do mês de julho foi pensada em conjunto com as representantes de entidades e dos movimentos sociais para saber as demandas e assim realizar as atividades. Segundo a subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, Luciana Azambuja Roca, “esse tem sido nosso diferencial: ouvir o que os diferentes segmentos da sociedade desejam, para juntas construirmos as políticas públicas com recorte de gênero. Neste mês, além do conceito de gênero, estamos abordando os conceitos de raça e etnia, os preconceitos e discriminações sofridas pelas mulheres negras, o que ensejou a parceria com a Subsecretaria da Igualdade Racial, também vinculada à Sedhast, efetivando a transversalidade das políticas que visem combater as violências e desigualdades”, esclareceu a subsecretária.

Dando sequência às ações que vem sendo executadas pela SPPM, serão realizadas “Rodas de Conversa” sobre as violências sofridas pelas mulheres negras, edições do projeto “Mulheres em Foco”. Ao final do mês, haverá o “Mulheres: Diálogos e Desafios”, com o tema “Mulheres Negras, sinônimo de resistência”, a ser realizado para alunos da UCDB, consolidando assim a programação de encerrar o mês com uma palestra sobre o tema escolhido, provocando o debate com o objetivo de traçar um diagnóstico da situação da mulher negra no Estado de Mato Grosso do Sul.

Solange Mori (Assessoria Vice-Governadoria e Sedhast)

Fotos: Xuxa

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