Palestra aborda necessidade de igualdade salarial para homens e mulheres

Categoria: Mês da Mulher | Publicado: quarta-feira, março 23, 2016 as 14:19 | Voltar

Campo Grande (MS) – O projeto Roda de Conversa, da Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres (SPPM), pasta ligada à Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), esteve na manhã desta quarta-feira (23) com servidores da Governadoria e da Casa Civil. A palestra faz parte da programação do Mês da Mulher e abordou o protagonismo das mulheres e a luta para igualdade de gênero.

O tema foi proposto por estudos que comprovam que as mulheres ainda ocupam cargos minoritários em relação aos homens. Relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulgado em dezembro de 2015, apontou a necessidade de políticas que busquem a igualdade salarial, isso porque mais de 50% das empresas latino-americanas ainda não têm mulheres em seus quadros de gerência, apesar de as trabalhadoras contribuírem com 52% do trabalho global, enquanto os homens participam com 48%.

Mesmo diante desses números, a população masculina é majoritária no trabalho remunerado, restando à feminina uma fatia expressiva dos serviços não pagos – principalmente os domésticos, onde são 83%.

No cenário político as mulheres representam 52% dos eleitores brasileiros, ou 74 milhões de eleitoras e mesmo assim os eleitos serão a maioria homens. As mulheres conquistaram o direito ao voto em 1932, mas ainda são poucas que se candidatam. Segundo a palestrante e técnica da Sedhast, Rosana Monti Heinkin, essa situação é cultural e ultrapassam gerações. “As mulheres sempre estiveram à frente na condução dos trabalhos e mesmo assim são minorias em cargos políticos. Em Campo Grande, por exemplo, temos 14% de mulheres no poder, esse é um número muito baixo se comparado com homens que foram eleitos”, destacou Rosana.

Glaucia
Gláucia Abuchaim começou a trabalhar depois que se separou

Gláucia Abuchaim, há nove trabalhando na Governadoria, disse que foi criada numa cultura machista para casar e ter filhos. “Desde muito cedo minha criação foi casar e ter filhos, e apesar de não ter filhos, no período em que estive casada não trabalhei fora. Somente depois da separação que me libertei e fui atrás de emprego, foi difícil, mas consegui ingressar no mercado de trabalho e não parei mais”, disse a servidora.

Mudança

A palestra propôs uma mudança de comportamento e de cultura para que as mulheres se arrisquem em cargos políticos, e que repense a questão do voto nesse ano eleitoral. A luta é para que cada vez mais mulheres ocupem cargos notórios de categoria superior, que envolvam responsabilidade e tomada de decisões nas esferas pública e privada.

Solange Mori (Assessoria da Vice-Governadoria e Sedhast)

Fotos: Chico Ribeiro e Solange Mori

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